Naganuma - Advocacia e Consultoria em Trânsito e Transporte Público

JA slide show

Valsa do Bordel

Valsa do bordel

Longas piteiras
Perfumes no ar
Roxas olheiras
Em torno do olhar

Que brincadeira
Fazer profissão
Da mais antiga e
Mais sem solução

Discos franceses
Tão sentimentais
Velhos fregueses
Com taras iguais

Ah, quem me dera voltar para trás
Sem sentir mais tanta solidão
E, de repente, entre tanto cliente
Lá chega o gostosão
E, incontinênti, abre conta corrente
Em nosso coração

A gente apanha
Mas sente prazer
Dá o que ganha

E o que se vai fazer?
Ele é a paixão, todo resto é saber
Vender um pouco de ilusão

E um dia assim
Como quem faz porque acontece
Num abraço ela me desse
A esperança de poder dizer-lhe adeus


in Poesia completa e prosa: "Cancioneiro"

 

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